Protesto cobra responsabilização por mortes de crianças em hospitais públicos e particulares no AM

Pais realizam manifestação em frente a Secretaria de Saúde e cobram celeridade nos casos de morte de crianças em hospitais do AM.
Foto: Jucélio Paiva/Rede Amazônica
Mães que perderam filhos em hospitais públicos e privados de Manaus protestaram nesta segunda-feira (6) em frente à Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM), na Zona Centro-Sul de Manaus. O grupo pede rapidez nas investigações e responsabilização de profissionais de saúde apontados pelas famílias por suposta negligência.
O grupo foi recebido pelo secretário executivo da SES-AM, em reunião fechada à imprensa. As mães afirmam que também vão levar os casos ao Tribunal de Justiça do Amazonas.
Uma audiência pública está marcada para esta terça-feira (7), às 13h, na Câmara Municipal de Manaus, bairro Santo Agostinho. O encontro vai discutir as denúncias e cobrar providências das autoridades.
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De acordo com os organizadores, seis famílias participaram do protesto. Entre elas está Joyce Xavier, mãe de Benício Xavier, de 3 anos, que morreu em novembro de 2025 durante um procedimento no Hospital Santa Júlia. O inquérito ainda não foi concluído porque aguarda laudo do Instituto Médico Legal (IML).
“Já são quatro meses de espera. Imploramos para que o laudo seja finalizado e o caso siga para a Justiça. Perdemos nossos filhos por indiferença e descaso. Nós pedimos que os médicos culpados sejam responsabilizados.”, disse Joyce.
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Outro caso citado foi o de Antônio, de dois meses, que morreu em dezembro de 2024 após ser atendido três vezes no Hospital Infantil Joãozinho, na Zona Leste.
A mãe, Markele, relatou que o bebê não recebeu atendimento adequado e acabou falecendo na emergência. “Eu gritava pedindo ajuda, mas não quiseram salvar a vida do meu filho”, afirmou.
Lisandra Vitória, mãe de Alice, também participou do protesto. A menina morreu em novembro de 2025 no Hospital da Criança da Compensa, Zona Oeste. Segundo a mãe, houve falhas graves no atendimento.
“Minha filha estava em estado grave e a médica disse que não viria porque estava cansada. Eu pedi de todas as formas, mas não fui atendida”, contou. Lisandra também lembrou o caso de Isadora, que morreu em 2023 no mesmo hospital.
“Se tivesse havido justiça, minha filha não teria falecido. A equipe médica se repete”, disse.
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Familiares protestam em Manaus
Jucélio Paiva/Rede Amazônica

