Médico de 31 anos que morreu após mal súbito tinha histórico de doença cardíaca, diz esposa

Matheus Vieira Braga Mattos
Reprodução/Redes Sociais
O médico-cirurgião Matheus Vieira Braga Mattos, de 31 anos, que morreu após um mal súbito seguido de uma parada cardiorrespiratória em Bambuí, no Centro-Oeste de Minas Gerais, no dia 1º de abril, tinha histórico de doença cardíaca desde a infância. A informação foi confirmada pela esposa dele, também médica, Nathalia Marconi Campos, ao g1.
🔎 Mal súbito é um evento ‘abrupto’ e ‘inesperado’, sendo a parada cardiorrespiratória a manifestação mais grave que pode acometer pessoas de qualquer idade.
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Segundo Nathalia Marconi, Matheus foi diagnosticado ainda criança com taquicardia supraventricular, condição que causa alterações no ritmo do coração e episódios de aceleração cardíaca.
“Ele tinha taquicardia supraventricular desde a infância, que trazia sintomas. Fez uma cirurgia de ablação elétrica aos 18 anos, mas, nos últimos quatro anos, a arritmia voltou”, contou.
🔎 A ablação cardíaca é um procedimento cirúrgico com o objetivo de normalizar o ritmo cardíaco.
Nos dias que antecederam a morte, o médico apresentou quadro de saúde debilitado, com febre, vômitos, diarreia e dores no corpo, conforme a esposa. Mesmo com os sintomas, ele resistiu e não procurou atendimento médico.
Na terça-feira (31), um dia antes do ocorrido, uma enfermeira da Estratégia Saúde da Família (ESF) do bairro Santana, onde Matheus trabalhava, percebeu que o profissional de saúde não estava bem e sugeriu levá-lo ao hospital, mas houve recusa. Ainda assim, recebeu hidratação intravenosa por causa da fraqueza e da desidratação.
Apesar do estado de saúde, o casal viveu um momento especial na véspera da tragédia.
“Passamos uma noite incrível juntos. No dia seguinte, 1º de abril, era nosso aniversário de seis anos e estávamos planejando nosso casamento – no papel. Ele me contava sobre a aliança que estava escolhendo”, relembrou Nathalia.
Nathalia e Matheus estavam juntos havia seis anos
Reprodução/Instagram
Piora repentina e parada cardiorrespiratória
Na manhã seguinte, já no dia 1º de abril, a situação mudou e Matheus teve uma piora repentina.
Nathalia conta que acordou por volta das 7h30 e encontrou o companheiro após um episódio de broncoaspiração, quando líquidos ou vômito entram nas vias respiratórias.
“Iniciei a ressuscitação cardiopulmonar e chamei o Samu. Continuamos a reanimação. Eu mesma fiz a intubação, porque estávamos apenas eu, a enfermeira e o condutor”, relatou.
Matheus foi levado ao Hospital Nossa Senhora do Brasil já em parada cardiorrespiratória. As equipes médicas tentaram reanimá-lo por cerca de duas horas, mas não houve resposta.
De acordo com o médico, Carlos Marcelo de Barros, o mal súbito é um termo geral usado para descrever uma piora repentina do estado de saúde, sem aviso prévio claro. Uma das possíveis causas do mal súbito é a parada cardiorrespiratória, quando o coração e a respiração param de forma inesperada.
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Unidades de saúde lamentam morte
A morte precoce de Matheus causou comoção entre familiares, amigos e profissionais da saúde em Bambuí.
A Prefeitura de Bambuí, por meio da Secretaria Municipal de Saúde lamentaram a morte do profissional de saúde.
“A dedicação à saúde e à comunidade de Bambuí será lembrada para sempre”, disseram.
O Hospital Nossa Senhora do Brasil, também em Bambuí, onde Matheus chegou a trabalhar, emitiu nota de pesar:
Hospital Nossa Senhora do Brasil emite nota de pesar
Reprodução/Redes Sociais
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