Justiça suspende decreto dos ‘superpoderes’ da Casa Civil do RJ

Justiça suspende decreto dos ‘superpoderes’ da Casa Civil do RJ

Justiça anula eleição na Alerj, que tinha eleito Douglas Ruas como presidente
A Justiça do RJ suspendeu nesta quinta-feira (26) o decreto que ampliava os poderes da Casa Civil do governo estadual. A decisão é liminar e foi assinada pela desembargadora Cristina Tereza Gaulia, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
O decreto havia sido editado pelo então governador Cláudio Castro (PL) pouco antes de renunciar ao cargo. A medida permitia ao secretário da Casa Civil, Marco Antônio Rodrigues Simões, nomear e exonerar servidores, além de ordenar despesas — atribuições que, em geral, são do governador.
O pedido de suspensão foi apresentado pelo deputado estadual Flávio Serafini (PSOL). A desembargadora aceitou o argumento de que o decreto extrapolou limites constitucionais.
Na decisão, a magistrada entendeu que a condução política e orçamentária do estado é uma atribuição do chefe do Executivo, ou seja, do governador.
Procurada, a Procuradoria-Geral do Estado informou que foi acionada, mas não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.
Também nesta quinta, a Justiça anulou a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que havia escolhido o deputado Douglas Ruas (PL) como presidente da Casa. A decisão suspendeu os efeitos da votação até a retotalização dos votos determinada pela Justiça Eleitoral.
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O secretário da Casa Civil, Marco Antônio Rodrigues Simões
Divulgação
‘Superpoderes’ em secretaria
O decreto foi publicado por Cláudio Castro em edição extra do Diário Oficial, no último dia de mandato, e ampliava significativamente as atribuições da Casa Civil.
Com a mudança, a pasta passou a concentrar funções administrativas, orçamentárias e estruturais do governo, incluindo nomeações, alterações na estrutura de cargos e gestão de despesas.
A medida gerou reação na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Deputados do PSOL também haviam protocolado um projeto para sustar os efeitos do decreto.
A ampliação de poderes ocorreu em meio a mudanças no comando do estado, após a renúncia de Castro e do vice-governador, e durante a disputa política pela definição do novo chefe do Executivo em um mandato-tampão.

conesulinforma67@gmail.com